A Agência Nacional de Vigilância Sanitária investiga seis mortes por pancreatite e pancreatite aguda associadas ao uso de canetas emagrecedoras. Desde 2020, o país vem registrando um aumento alarmante no número de casos suspeitos da doença.
De acordo com um levantamento do VigiMed, sistema utilizado pela Anvisa para monitorar eventos adversos relacionados a medicamentos, foram registradas 145 notificações de suspeitas de pancreatite associadas ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras” entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Se considerar também dados de pesquisas clínicas, o número pode chegar a 225.
Desse total, 59 registros citam hospitalização ou internação prolongada e seis casos resultaram em mortes.
Segundo a Anvisa, as mortes podem estar associadas aos medicamentos Saxenda (3), Ozempic (2) e Mounjaro (1). Esses medicamentos são direcionados ao tratamento de diabete tipo 2 e obesidade, mas começaram a ser amplamente usados para o emagrecimento ao redor do mundo.
No início de fevereiro, o Reino Unido emitiu um alerta sobre o aumento de casos de pancreatite relacionada ao uso das canetas emagrecedoras. Segundo a A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) no Reino Unido, o país registra 19 mortes, 24 casos de pancreatite necrosante, quando há a morte do tecido pancreático, e 1.296 notificações da doença relacionada ao uso dos medicamentos.
O que é pancreatite
A pancreatite é a inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica. Entre os sintomas, estão dor abdominal, febre, náusea, vômitos e diarreia. Nos casos mais graves, a doença pode levar à morte do paciente.
Entre as substâncias ligadas aos casos de pancreatite investigados pela Anvisa estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, presentes nas canetas emagrecedoras. (DCM)





