A professora Juliana Santiago, de 41 anos, assassinada a facadas por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, morreu antes de chegar ao hospital após ter o coração perfurado. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Rondônia, que investiga o caso como feminicídio.
De acordo com a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pela investigação, o golpe atingiu diretamente o coração da vítima, provocando uma hemorragia interna severa e levando a um choque hipovolêmico — condição em que o corpo perde a capacidade de manter a circulação adequada de sangue, resultando em morte rápida.“Foi uma lesão extremamente grave, incompatível com a vida. A perfuração do coração impediu qualquer possibilidade de atendimento médico eficaz a tempo”, explicou a delegada.
Ataque
Juliana foi atacada dentro de uma sala de aula, onde lecionava Direito Penal. Além da atividade acadêmica, ela também atuava como escrivã da Polícia Civil. Após o ataque, chegou a ser socorrida por alunos, mas já deu entrada na unidade hospitalar sem sinais vitais.
O registro policial aponta que a vítima sofreu golpes na região do tórax e um ferimento profundo no braço. No entanto, segundo a Polícia Civil, apenas um dos golpes foi determinante para a morte, justamente o que atingiu o órgão vital.
A delegada Leisaloma Carvalho esclareceu que, isoladamente, os outros ferimentos não seriam suficientes para causar a morte.“Caso o coração não tivesse sido atingido, havia possibilidade de sobrevivência. O golpe fatal foi o que perfurou o órgão”, afirmou.
Versão contestada
Ainda conforme a Polícia Civil, o aluno apontado como autor do crime, João Cândido da Costa Júnior, afirmou em depoimento que utilizou uma faca que teria sido entregue pela própria professora. Essa versão não foi confirmada e, até o momento, não há provas que sustentem essa alegação.
A investigação segue em andamento, com coleta de depoimentos e análise de provas técnicas, para o completo esclarecimento do crime e responsabilização do autor.





