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7 maio 2026
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Brasileira diz que patrão matou esposa para ficar com ela nos EUA

A brasileira Juliana Magalhães (23), presa nos Estados Unidos desde 2023, afirmou em depoimento à Justiça que o chefe, Brendan Banfield, teria planejado o assassinato da própria esposa para manter um relacionamento com ela. Segundo a jovem, a decisão de falar ocorreu após meses de silêncio, por não conseguir mais conviver com “a vergonha, culpa e tristeza”.

De acordo com o testemunho, a morte de Christine Banfield teria sido planejada ao longo de meses, com criação de álibis e versões antecipadas do crime. Juliana relatou que, junto com Banfield, criou um perfil em uma rede social voltada a fetiches sexuais, usando o nome da vítima, para atrair um homem até a residência. A intenção, segundo ela, seria encenar “uma fantasia de estupro”.

No depoimento, Juliana afirmou que a porta da casa foi deixada destrancada para a entrada do homem e que, durante o ataque, Banfield atirou nele e, em seguida, esfaqueou a esposa. Após o crime, a brasileira ligou para a polícia dizendo que a patroa estava ferida. Em seguida, Banfield assumiu o telefone, se identificou como agente do FBI e afirmou ter matado o suposto agressor. A gravação dessa ligação foi apresentada ao júri.

O caso ocorreu em fevereiro de 2023, no condado de Fairfax County, e vitimou Christine Banfield e Joseph Ryan. Juliana, que vivia na casa como au pair e cuidava da filha do casal, responde por homicídio de segundo grau e está presa sem direito a fiança

Michelle apela e faz drama por prisão domiciliar de Bolsonaro

Michelle Bolsonaro procurou nesta semana o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir que o marido, Jair Bolsonaro, cumpra pena em prisão domiciliar. O apelo foi feito com base no estado de saúde do ex-presidente, que está preso em Brasília.

Segundo o blog de Andréia Sadi no g1, aliados e bolsonaristas relataram que Michelle buscou sensibilizar o decano da Corte ao afirmar viver um drama pessoal. Segundo esses interlocutores, a avaliação do grupo é que Bolsonaro não teria condições clínicas de permanecer no sistema prisional nas atuais circunstâncias.

Bolsonaro está detido na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, negou recentemente mais um pedido da defesa para a concessão de prisão domiciliar.

Nos bastidores, aliados afirmam que Michelle tenta dialogar com outros ministros do STF por acreditar que há divergências internas em relação à posição de Moraes. A estratégia seria abrir caminho para que integrantes da Corte conversem com o relator sobre uma eventual mudança de entendimento.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Foto: Reprodução

Procurado, Gilmar Mendes confirmou que recebeu Michelle, mas evitou comentar o conteúdo da conversa. O ministro não fez qualquer avaliação pública sobre o pedido.

O argumento central da defesa envolve a saúde de Bolsonaro. No fim de dezembro, ele foi levado a um hospital para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Também passou por procedimentos para tentar conter crises recorrentes de soluço.

Em 1º de janeiro, Moraes negou um pedido de prisão domiciliar apresentado após as cirurgias. Na semana passada, Bolsonaro passou mal e sofreu uma queda no local onde cumpre pena, sendo encaminhado a um hospital para exames antes de retornar à sede da PF.

Bolsonaro foi condenado em setembro e chegou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico até novembro, após violar medidas restritivas. Em 22 de novembro, teve a prisão preventiva decretada por Moraes depois de tentar danificar a tornozeleira eletrônica. Três dias depois, o STF determinou o início do cumprimento definitivo da pena.

Nova 364: carreta tomba em Rondônia

Um tombamento de carreta no km 649 da BR-364, ocorrido na última semana em Candeias do Jamari, exigiu a mobilização de equipes especializadas da Concessionária Nova 364 para atendimento à vítima, sinalização da via e remoção do veículo, até a normalização do tráfego.

O acidente envolveu um caminhão frigorífico de 6 eixos, que saiu da pista e tombou no canteiro lateral da rodovia. O motorista recebeu atendimento no local e sofreu apenas ferimentos leves.

Além do socorro à vítima, o trecho foi sinalizado para garantir a segurança dos demais motoristas que trafegavam pela rodovia. As ações foram realizadas de forma coordenada com a Polícia Rodoviária Federal, assegurando condições seguras durante o atendimento.

Para a retirada do veículo, a Nova 364 utilizou equipamentos especializados, incluindo um munck para o içamento da carreta e dois guinchos pesados, responsáveis pelo destombamento e pela remoção do caminhão.

A operação contou com a participação de 11 profissionais da concessionária, entre integrantes do atendimento pré-hospitalar, operadores de tráfego, líderes de guincho pesado e supervisores de operações.

Desde o início das atividades no trecho concedido, a Concessionária Nova 364 já realizou mais de 5 mil atendimentos ao longo da rodovia.

Tombamento de carreta mobiliza equipes da Nova 364 e interdita trecho da BR-364 em Candeias

Sintero participa de evento nacional e reforça luta em defesa da categoria

O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) participa do 35º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizado em Brasília (DF), entre os dias 15 e 18 de janeiro de 2026. O evento reúne representantes de sindicatos de todo o país para debater os rumos da luta da categoria e definir estratégias para os próximos anos.

Representam oficialmente o Sintero no congresso, na condição de membros do Conselho Nacional de Entidades (CNE), a presidente da entidade, Dioneida Castoldi, o secretário-geral Manoelzinho e a diretora regional professora Lívia Maria, representante da Regional Cone Sul. Além deles, outros diretores executivos e regionais do sindicato também participam das atividades, ampliando a representatividade de Rondônia nas discussões nacionais.

O principal objetivo do 35º Congresso Nacional da CNTE é atualizar e definir o plano de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras em educação, com foco na valorização profissional, na defesa da educação pública e na promoção da democracia, da sustentabilidade e da soberania nacional. Durante o encontro, também será eleita a nova direção da CNTE para o mandato 2026–2030.

Entre os principais eixos de debate está a valorização da categoria, com destaque para a defesa do Piso Salarial Profissional Nacional do magistério, tanto em relação ao valor quanto à correta aplicação pelos entes federativos. O congresso também discute a luta por um piso nacional para os funcionários e funcionárias de escola, pauta histórica do movimento sindical da educação.

Outro ponto central é a construção do plano de lutas, que prevê a elaboração de um calendário de mobilizações em âmbito nacional, visando garantir avanços concretos nas pautas educacionais e melhores condições de trabalho. A análise da conjuntura nacional e internacional e seus impactos sobre a educação pública também integra a programação, permitindo uma reflexão ampla sobre os desafios atuais.

Governador inviabiliza futuro de Luana Rocha ao ficar no cargo

A decisão do governador Marcos Rocha de permanecer no comando do Palácio Rio Madeira até o fim do mandato não apenas definiu seu próprio destino político em 2026, como interrompeu uma trajetória que Rondônia esperava ver chegar a Brasília. Ao abrir mão de uma candidatura praticamente certa ao Senado, Marcos Rocha também selou a não candidatura de Luana Rocha à Câmara Federal — uma ausência que pesa mais do que qualquer cálculo eleitoral. Não se trata apenas de uma escolha pessoal ou familiar, mas de uma perda concreta para o estado, que deixa de levar ao Congresso uma das gestoras públicas mais eficientes de sua história recente.

Luana Rocha não era apenas uma candidata em potencial — era uma candidatura construída em resultados. À frente da Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social desde 2019, ela transformou políticas públicas em números que falam por si: mais de 4,3 milhões de refeições do Prato Fácil, 10 mil pessoas capacitadas pelo Vencer, 5 mil famílias atendidas pelo Meu Sonho, quase mil mulheres resgatadas da violência pelo Mulher Protegido e 8.500 gestantes amparadas pelo Mamãe Cheguei. Poucos nomes da política rondoniense chegariam a uma disputa federal com tamanho lastro administrativo, social e humano — e menos ainda com reais chances de sair das urnas como a deputada federal mais bem votada do estado.


Essa expectativa não existia apenas nos bastidores políticos. Ela se manifestava, diariamente, nas redes sociais. Com quase 24 mil seguidores, Luana construiu uma relação direta com a população, respondendo cobranças, prestando contas e sendo chamada, espontaneamente, de “nossa deputada federal”. Comentários que expressavam esperança, identificação e orgulho agora carregam outro sentimento: frustração. A voz que muitos imaginavam ver defendendo Rondônia nos corredores de Brasília simplesmente não estará lá. E isso não é simbólico — é prático, político e profundamente real.

Ao decidir não deixar o governo nas mãos do vice, alegando traição política, Marcos Rocha fez uma escolha compreensível sob o ponto de vista da governabilidade. Mas o custo dessa decisão ultrapassa seu mandato. Ela retirou de Rondônia a chance de ampliar sua representação com uma mulher preparada, experiente e conectada com quem mais precisa do Estado. Em um Congresso que ainda carece de mulheres com vivência executiva concreta, Luana seria exceção — e justamente por isso, faria falta desde o primeiro dia.

Luana seguirá em Rondônia, trabalhando, entregando e transformando vidas, e isso é, sem dúvida, positivo para quem depende diretamente de seus programas. Mas há um vazio que permanecerá. Toda vez que uma pauta social exigir articulação federal, toda vez que Rondônia precisar de alguém que conheça, na prática, o chão da assistência social, a ausência será sentida. Não porque Luana deixou de ir a Brasília, mas porque Rondônia deixou de levá-la.

Quando uma mulher como Luana Rocha não ocupa uma cadeira na Câmara Federal, não é apenas um projeto político que é interrompido. É uma esperança que fica pelo caminho. É uma oportunidade que não volta. E é um estado inteiro que perde a chance de ser representado por quem já provou, com trabalho e resultados, que estava pronta para ir além. Em 2026, a história registrará essa escolha. Mas o sentimento de perda, esse Rondônia já sente agora.

Professora toma posse em concurso vestida de noiva

Enquanto a maioria dos novos servidores públicos opta por trajes formais ou discretos para assinar o termo de posse, a pedagoga Nayra Saldanha decidiu que seu ingresso no serviço público estadual de Roraima merecia um “sim” inesquecível. No último dia 5 de janeiro, ela cruzou o auditório da Secretaria de Educação (Seed) vestida de noiva, com direito a véu, grinalda e uma promessa cumprida.

Aprovada no concurso de 2021, Nayra viu na cerimônia a realização de dois sonhos: a estabilidade na carreira e o desejo antigo de se vestir para um casamento. “Casei com a educação”, afirmou ela em entrevista ao portal g1. “O meu casamento é com o meu concurso”.

A Promessa e o Altar da Estabilidade

A ideia inusitada surgiu há cinco anos, durante uma reunião familiar. Na época, Nayra declarou que, no dia em que fosse empossada no estado, entraria vestida de noiva. O que gerou risos entre os parentes tornou-se meta de vida.

Embora tenha sido aprovada em um certame municipal em Pacaraima em 2022, ela guardou o traje especial para a vaga estadual. “Falei que eles iam ver. Senti uma coisa maravilhosa. Quando se concretiza, a gente se sente realizada”, celebrou a professora, que teve o vídeo de sua entrada assistido por mais de 50 mil pessoas nas redes sociais.

Preparativos de “Noiva”

A logística para o grande dia foi digna de um cerimonial. Convocada em dezembro de 2025, Nayra viajou do interior para a capital, Boa Vista, onde encomendou o vestido sob medida. Entre exames admissionais e a entrega de documentos, ela acompanhou as provas do modelo que escolheu.

No dia da posse, a ajuda para se arrumar veio de quem acompanhou sua luta: sua mãe e sua filha. Ao chegar no local, alguns colegas, confusos com o traje, perguntaram se ela teria um casamento logo após a cerimônia. A resposta estava na ponta da língua: “Não, eu já estou no meu casamento”.

Uma década de dedicação e novos planos

Por trás do véu branco, há uma trajetória de 10 anos de trabalho como professora temporária de artes. Nayra enfrentou as incertezas dos contratos seletivos e a rotina de demissões ao fim de cada ano letivo, enquanto criava seus três filhos.

Agora, com a caneta na mão e o termo de posse assinado, a pedagoga já traçou o próximo objetivo: a casa própria. “Passei por muitas dificuldades, precisei mudar de cidade várias vezes. Agora, quero levar a arte como aprendizado para um mundo melhor”, planeja.

Balanço da Educação

Nayra faz parte do grupo de 68 novos professores empossados pelo Governo de Roraima, em uma cerimônia que marcou o encerramento oficial dos concursos para a Educação Básica e Educação Escolar Indígena. Ao todo, o estado conta agora com 1.797 novos docentes efetivos integrados à rede pública de ensino.

ABC Jornal

“Linguaruda”: Malafaia detona senadora por entregar máfia das igrejas no esquema do INSS

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, reagiu publicamente nesta quarta-feira (14) às declarações da senadora Damares Alves sobre o envolvimento de igrejas evangélicas no escândalo de descontos indevidos no INSS. Para o religioso, a fala da parlamentar representa uma “afronta” ao segmento evangélico.

Em entrevista à Folha, Malafaia afirmou que Damares precisa apresentar provas e identificar os responsáveis. “Isso é uma afronta, uma mulher que se diz evangélica faz uma denúncia dessa gravidade sem dar nomes e ainda diz que teve gente que pediu para ela não falar nada”, declarou.

O pastor elevou o tom ao desafiar diretamente a senadora. “Eu vou desafiar ela a dar o nome das grandes igrejas e dos líderes que estão envolvidos nessa pouca vergonha. ‘Se não, a senhora é uma linguaruda’”, disse, antecipando o conteúdo de um vídeo que pretende divulgar nas redes sociais.

O pastor Silas Malafaia. Foto: Divulgação

A reação de Malafaia ocorreu após entrevista concedida por Damares ao SBT News. Integrante da CPMI que investiga fraudes no INSS, a senadora afirmou que entidades religiosas estariam ligadas ao esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas.

“Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, disse Damares. “E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, acrescentou.

Malafaia e Damares são aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e mantêm atuação próxima ao bolsonarismo. O pastor é considerado um dos principais conselheiros políticos da família Bolsonaro, enquanto a senadora foi ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos no governo anterior.

Apesar da proximidade política, os dois já protagonizaram embates públicos. Em 2022, Malafaia chamou Damares de “abusada” durante uma disputa interna envolvendo a candidatura ao Senado no Distrito Federal. Naquele episódio, Bolsonaro apoiava a então ministra Flávia Arruda para a vaga, enquanto Damares manteve sua candidatura.

Quinta-feira de chuvas e trovoadas em Rondônia

A previsão do tempo para a Região Norte do país, nesta quinta-feira (15), indica céu com muitas nuvens para toda a região e pancadas de chuva com trovoadas para todos os estados ao longo do dia. As precipitações devem cobrir quase toda a região durante todo o dia — à exceção do centro-leste do Tocantins — e ter maior intensidade na porção centro-sul da região.

Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens para toda a região, com pancadas de chuva isoladas em todos os estados — exceto pelo sudeste do Tocantins, onde não deve chover. As pancadas de chuva devem amanhecer acompanhadas de trovoadas em todo o Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, sul de Roraima e extremo-norte do Tocantins.

Durante a tarde, as chuvas passam a ter menor intensidade em Roraima, Amapá, norte do Pará e no Tocantins, mas se mantêm com forte intensidade e acompanhadas de trovoadas no restante da região. Essas condições devem se manter até a noite.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para todo o Acre, Rondônia, Amazonas, centro-norte do Tocantins, quase todo o Pará — à exceção do extremo-noroeste do estado —, extremo-sul de Roraima e o litoral e extremo-sudeste do Amapá.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C, em Rio Branco. Já a máxima pode chegar até 34°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 98%.

Menino que usou farda nazista foi estimulado por familiares

A repercussão nacional das imagens de um adolescente de 13 anos usando uma farda associada ao regime nazista durante o baile de formatura do curso de Medicina da Faculdade de Enfermagem e Ciências da Saúde (Facene), em Mossoró (RN), revelou indícios de que o episódio não foi um ato isolado ou espontâneo. Levantamento feito a partir de postagens antigas nas redes sociais indica que o jovem foi exposto, ao longo do tempo, a estímulos e referências simbólicas dentro do próprio núcleo familiar.

As imagens, que circularam amplamente no domingo (11), mostram o adolescente com vestimenta inspirada em uniformes da Alemanha nazista — camisa cinza com insígnias no peito e nos ombros, calça verde-acinzentada, botas pretas de cano alto — além de realizar um gesto associado à saudação do regime de Adolf Hitler. O cenário era o baile de formatura de Medicina, evento privado que reunia cerca de duas mil pessoas.

menino festa de medicina

Após a viralização do caso, internautas passaram a resgatar publicações antigas de familiares do garoto. Uma das mais citadas envolve a médica Natália Lima, tia do adolescente, que em registros anteriores elogiou um colar usado pelo sobrinho. O objeto, tratado de forma trivial na postagem, corresponde à cruz de ferro — condecoração militar historicamente apropriada pela iconografia nazista. Em outra publicação, o garoto foi descrito por ela como “mini gênio”, em um contexto em que referências visuais ao regime já apareciam em seu perfil.

Natália Lima é filha de Mestre Adamir, um dos fundadores da União do Vegetal (UDV), grupo religioso que, anos depois, passou a ser citado em denúncias e investigações envolvendo teses eugenistas, ideias de supremacia branca e o uso político da ayahuasca. Em publicações antigas, a médica também compartilhou conteúdos ligados ao esoterismo, ocultismo e manifestações de simpatia pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Além do histórico virtual, relatos indicam que a família teve papel ativo no episódio ocorrido no baile. Segundo testemunhas, o adolescente entrou no evento vestindo roupas comuns e se trocou dentro do salão, com conhecimento e facilitação de familiares. Há ainda a informação de que um parente tentou incentivar uma mulher a reproduzir a saudação nazista enquanto o garoto posava para fotos fazendo o gesto diante das câmeras.

Depois da repercussão, diversos perfis ligados à família foram apagados ou colocados em modo privado. O próprio perfil do adolescente, que também foi retirado do ar, trazia na descrição a frase “Ein Volk, ein Reich, ein Führer” (“Um povo, um Império, um Líder”), lema diretamente associado à exaltação de Adolf Hitler.

A comissão de formatura afirmou que só tomou conhecimento da situação após o evento. Em comentário publicado nas redes sociais, a presidente do grupo disse que os formandos ficaram “estarrecidos” com o ocorrido. Segundo ela, se a caracterização tivesse sido percebida durante a festa, o adolescente e seus responsáveis teriam sido retirados imediatamente do local, por se tratar de conduta criminosa. A organização alegou que o grande número de participantes dificultou a identificação imediata, e uma estudante confirmou que o garoto se trocou já no interior do evento.

No Brasil, a apologia ao nazismo é crime previsto na Lei 7.716/1989, que tipifica a divulgação de símbolos, emblemas e gestos associados ao regime como prática discriminatória. Quando envolve menores de idade, a apuração ocorre sob as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), podendo resultar em medidas socioeducativas direcionadas ao adolescente e responsabilização dos responsáveis legais.

Diante da pressão pública, o jovem divulgou um vídeo pedindo desculpas. A gravação foi publicada em uma conta no Instagram com autorização dos pais. No depoimento, ele afirma que costuma se fantasiar com frequência e que adquiriu o traje em uma feira. Disse ainda que já havia se vestido como personagens históricos e fictícios, como Napoleão Bonaparte, Jason e Capitão América, e que acreditou estar usando “apenas mais uma fantasia”.

O adolescente declarou que não compreendia a gravidade do símbolo e que só tomou consciência do erro após a reação pública. No vídeo, pede desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas e solicita uma nova chance. “Eu estou errado, mas não sou um menino assim. Eu sou um menino bom”, afirmou.

Pragmatismo Político

Deputada cobra vagas para professores de Libras no concurso da Seduc

A ausência de vagas para professores e intérpretes de Libras em concursos públicos motivou a deputada estadual Cláudia de Jesus (PT) a solicitar a retificação de editais elaborados pela Superintendência Estadual de Gestão de Pessoas (Segep), voltados ao atendimento da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
A indicação destaca que os editais não preveem cargos específicos para Professor de Libras e Técnico Educacional/Intérprete de Libras, apesar da importância desses profissionais para garantir acessibilidade e inclusão de estudantes com deficiência auditiva na rede pública estadual.
Segundo a parlamentar, a medida é necessária diante do déficit desses profissionais nas escolas e do dever legal do Estado em assegurar educação inclusiva. “Garantir professores e intérpretes de Libras nos concursos é assegurar o direito à educação e à comunicação plena dos alunos surdos”, afirmou Cláudia de Jesus.
 Cláudia de Jesus pede correção de editais para garantir vagas a professores e intérpretes de Libras