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8 maio 2026

Violência contra a mulher é fenômeno crescente que precisa ser contido

Diário da COLUNA – Uma pesquisa da Rede Nossa São Paulo, divulgada ontem (3), revela que as mulheres sentem-se mais vulneráveis nos espaços públicos da cidade. A maioria delas tem medo de sofrer os mais variados tipos de violência, enquanto os homens se preocupam mais com roubo e furto. Apesar de trazer dados de São Paulo, a pesquisa revela uma realidade crescente no Brasil que é o aumento da violência contra a mulher e da violência urbana.

Pelos dados coletados e divulgados, 72% das mulheres temem ser roubadas, 73% temem ser furtadas. A percepção de que o número de casos de assédio sexual e violência contra as mulheres aumentou na Capital paulista, sendo que cresceu 9 pontos percentuais (p.p.) ao passar de 74% em 2020 para 83% em 2021. Somente entre as mulheres esse aumento foi de 6 p.p., passando de 82% para 88%. Pelo menos dois terços dos paulistanos (64% e 63%) sempre têm medo de ser roubado ou furtado nos espaços públicos e três em cada dez não têm medo de assédio sexual ou estupro (31% e 35%).

Modalidade como a agressão verbal também teve crescimento e atingiu percentual de 52%. Outras 46% das mulheres ouvidas temem ser agredidas fisicamente e 41% ficam preocupadas em sofrer algum tipo de preconceito. Segundo a pesquisa, 35% das mulheres afirmaram já terem sofrido algum preconceito ou discriminação no trabalho por ser mulher. Em 2020 esse percentual foi 31%.

Outro medo crescente é o assédio sexual fator temido por 59% das entrevistadas, enquanto que o estupro é temido por 60%. O transporte público continua sendo o local considerado o de maior risco para sofrer algum tipo de assédio, com 52% das mulheres declarando temerem os trens, ônibus e metrô da cidade. Outros lugares citados são: a rua (20%), bares e casas noturnas (7%), pontos de ônibus (5%), ambiente familiar (3%), transporte particular (3%), e o trabalho (2%).

Para quem acho esses dados exagerados, outra informação justifica a razão porque as mulheres paulistanas estão temerosas. De acordo com os dados, 61% delas declararam já terem sofrido algum tipo de assédio: 47%, no transporte coletivo; 36% passaram por abordagens desrespeitosas, 31% dentro do ambiente de trabalho (aumento de 9 p.p. ante 2020); 19% dentro do ambiente familiar; e 12% dentro de transporte particular.

Com o crescimento da vulnerabilidade, cientistas sociais buscam compreender esse fenômeno de violência contra a mulher a porque o Brasil está se tornando tão vulnerável para a população feminina. Nem dentro de casa, no ambiente familiar, as mulheres estão livres de todo o tipo de violência física, moral ou emocional. Pelo visto, a cultura do brasileiro está ficando ainda mais machista ou que esteja estimulada por perversidade social.

DIÁRIO DA AMAZÔNIA

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