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29 outubro 2026

Com crescimento econômico, Brasil volta à condição de país de classe média

O Brasil voltou a ser considerado um país majoritariamente de classe média, resultado da combinação de crescimento econômico, aumento da renda do trabalho e redução da desigualdade. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), destacou o papel da “melhoria da qualidade do emprego” nesse avanço, em publicação no X, antigo Twitter, neste domingo (5). Segundo Marinho, “o retorno do Brasil à condição de país de classe média se deve à melhoria da qualidade do emprego a partir de 2023”.

Dados de um estudo da Tendências Consultoria, publicados pelo jornal O Globo, apontam que, em 2024, o número de domicílios nas classes C, B e A (renda acima de R$ 3,4 mil) atingiu 50,1%, superando pela primeira vez, desde 2015, a marca de metade das famílias. Esse marco reflete uma recuperação social e econômica impulsionada por políticas de valorização do salário mínimo e criação de empregos formais durante o terceiro mandato do presidente Lula (PT).

Ascensão social e fortalecimento do mercado de trabalho – O Brasil tem experimentado uma migração significativa de famílias das classes D/E para a classe C, graças ao fortalecimento do mercado de trabalho. Segundo a economista Camila Saito, da Tendências, a retomada do emprego no período pós-pandemia foi determinante. “Desde 2023 houve uma migração importante de famílias, decorrente da melhora significativa do mercado de trabalho”, afirmou.

A renda das classes C e B, que formam a base da classe média, teve crescimento expressivo. Em 2024, os rendimentos domiciliares da classe C (R$ 3,5 mil a R$ 8,1 mil) subiram 9,5%, enquanto na classe B (R$ 8,1 mil a R$ 25 mil) o aumento foi de 8,7%. Políticas de reajuste do salário mínimo acima da inflação contribuíram para elevar a massa salarial e impulsionar o avanço social.

Menor taxa de desemprego da história – Outro fator crucial para o avanço social foi a queda do desemprego. Segundo o IBGE, a taxa caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro de 2024, o menor índice já registrado. O nível de ocupação atingiu 58,8%, superando os números de 2019.

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