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Porto Velho
4 fevereiro 2026

Lira não entregará atas a Dino porque elas não existem e votações não ocorreram

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que tinha um prazo até 20h desta sexta-feira (27) para responder a todos os questionamentos impostos pelo ministro Flávio Dino, do STF, que bloqueou R$ 4,2 bilhões em emendas sem qualquer transparência, não entregará ao magistrado as atas com as votações e as discussões envolvendo o destino dessa fortuna em dinheiro público porque, na verdade, essas atas não existem e as votações e discussões nunca aconteceram. As informações são da jornalista Débora Bergamasco, da CNN Brasil.

De acordo com a repórter, o setor jurídico da Câmara até enviará respostas a Dino dentro do horário estipulado, mas não terá como responder a tudo, justamente porque não tem as atas, já que elas inexistem. Mesmo sabendo que o ministro do STF exige de forma inflexível esses documentos para que o destino do dinheiro tenha o máximo de transparência possível, como determina a lei, Lira não terá como cumprir tal exigência, uma vez que tais atas simplesmente não existem e os tais debates teriam sido mera simulação da realidade, ou seja, uma coisa que alguém apenas decidiu colocar no papel como uma demanda para conseguir uma verba, mas que nunca foi discutido e tampouco avaliado pela Câmara ou por suas comissões.

Na prática, é como se tudo que ocorreu até o encaminhamento das emendas bilionárias para a execução fosse uma fraude, um teatro, algo obviamente à margem da lei. Lira apenas estava esperando a liberação dos bilhões de reais para que os parlamentares, na grande maioria de sua base política, encaminhassem tais recursos públicos para os municípios. Só que Flávio Dino cruzou seu caminho ao ser acionado no STF pelo PSOL para que analisasse a farra com esse dinheiro público.

Dinheiro para AL e para “campos de futebol society”

Mais cedo, a Fórum mostrou, com base numa lista publicada nas redes sociais pelo deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ), vultuosos R$ 73.791.517,33 destinados exclusivamente a municípios de Alagoas, terra natal e bastião político do presidente da Câmara, que em outras remessas de emendas parlamentares sem transparência também era uma das principais unidades federativas contempladas, em que pese o fato de representar apenas 1,54% da população brasileira e 0,32% do território nacional.

Revista Fórum

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