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Porto Velho
19 março 2026

Praça dos Três Poderes é palco de ‘abraço simbólico’ dois anos após ataques golpistas de 8 de janeiro

Mais de mil pessoas se reuniram, na manhã desta quarta-feira (8), para um abraço simbólico em defesa da democracia, na Praça dos Três Poderes. A data marca os dois anos dos atos golpistas, promovidos por bolsonaristas, que depredaram as sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário em janeiro de 2023.

“O dia 8 de janeiro tem que ser marcado por toda a história do Brasil, para que nunca mais aconteça. A democracia é a nossa convivência, é o encontro dos contrários, é a tolerância e a possibilidade de expressão e organização de todos. Destruir o sistema democrático, impor a ditadura, é o pior dos mundos e o Brasil já viveu isso”, destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

O ato simbólico, que contou com a participação de movimentos sociais, sindicatos e autoridades, ocorreu após uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto. Durante o evento, obras de arte vandalizadas pelos golpistas que foram restauradas retornaram às sedes dos Poderes.

Uma delas é o quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti, que ficava no terceiro andar do Palácio do Planalto, rasgada em seis partes pelos bolsonaristas. No total, 21 obras restauradas foram reintegradas aos prédios.


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia em defesa da Democracia, no Palácio do Planalto / Foto: Ricardo Stuckert/PR

O deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) defendeu que os “atos criminosos” do 8 de janeiro de 2023 sejam “punidos de maneira exemplar”. “Para que nunca mais venham atentar contra a democracia do nosso país”, finalizou.

Iêda Leal, militante do Movimento Negro Unificado (MNU), também endossou o coro em defesa da responsabilização dos golpistas que participaram da depredação há dois anos.

“Não podemos abrir mão de colocar essas pessoas que tentaram destruir a democracia nos seus lugares. Eles precisam pagar por isso. Nós lutamos muito para ter democracia. Nós não podemos admitir que ninguém atente contra ela. Por isso, sem anistia”, declarou Leal.

“Hoje estamos aqui para reconstruir os nossos sonhos, abraçar os nossos poderes e dizer para a juventude, para as mulheres, para os negros, para os indígenas que a democracia não pode ser atacada”, frisou.

Atentado à democracia

Enquanto parlamentares bolsonaristas tentavam articular no Congresso a anistia para os presos pelo 8 de janeiro, outras ameaças à democracia aconteceram. Em novembro de 2024, um homem-bomba explodiu um carro próximo à Câmara dos Deputados, jogou bombas contra a estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), e morreu em decorrência da explosão de uma bomba que segurou contra a própria cabeça. Já no final de dezembro, a polícia civil prendeu um homem de 30 anos que planejava cometer um atentado em Brasília.

“Hoje foi um ato simbólico que demonstra que devemos sermos vigilantes permanentes da nossa democracia e repudiar toda e qualquer tentativa de ataque ao Estado democrático de direito, porque atacar a democracia é atacar a soberania do nosso país, é atacar o nosso povo”, alertou Ruth Venceremos.

Em uma grande roda, milhares de pessoas se posicionaram ao redor da praça na manhã desta quarta-feira. Às 12h30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros, parlamentares e representantes de movimentos sociais desceram a rampa para se juntarem à sociedade civil presente no ato.

“A democracia se faz assim: com a conquista real dos trabalhadores e um governo democrático e popular que cuida do povo, que cuida da sociedade, que faz projeto voltado para a sociedade. Isso é que é democracia. Não é quebrar e dilapidar o patrimônio público como aconteceu no 8 de janeiro de 2023”, apontou Denivaldo Alves, diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores do em Escolas Públicas no DF (SAE-DF).

Ainda Estou Aqui

Durante a cerimônia oficial no interior do Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que cria o Prêmio Eunice Paiva de Defesa da Democracia. A premiação será concedida anualmente a pessoas que tenham colaborado de forma notória para a preservação, restauração ou consolidação do regime democrático no Brasil.

“Reafirmar a democracia é absolutamente fundamental para que a gente possa fazer com que esse país exerça a sua grandeza. Ditadura nunca mais! Acho que é muito importante que nós tenhamos o reconhecimento da qualidade do cinema brasileiro. E com este filme [Ainda Estou Aqui], que é um filme que faz com que nos lembremos que este país vivenciou uma ditadura. Ditadura essa que eles tentaram negar a existência, mas que o filme mostra de forma muito nítida o que representa uma ditadura no nosso país”, enalteceu a deputada federal Erika Kokay (PT-DF).

Fonte: BdF Distrito Federal

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