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5 fevereiro 2026

Flávio Bolsonaro teria oferecido R$ 5 mi para acusar Lula

A sessão que marca a retomada dos trabalhos da CPMI do INSS, que acontece nesta quinta-feira (5), começou quente com uma denúncia feita pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), antecipando o clima eleitoral que deve imperar nos trabalhos da comissão.

Em sua primeira intervenção, Correia denunciou que o filho de Jair Bolsonaro (PL), ungido pré-candidato à Presidência dentro da cela na Papudinha, teria oferecido R$ 5 milhões para que o advogado Eli Cohen, um dos primeiros denunciantes do esquema de desvios no INSS, fosse contra o governo e Lula na CPMI.

“Eu estou apresentando o requerimento porque ele [Eli Cohen] vem aqui, e ele denuncia dois senadores, um que eu não posso falar o nome e o outro Flávio Bolsonaro, que teria mandado emissário para oferecer os R$ 5 milhões. É muito grave. Ele esteve aqui, falou um monte de coisa e agora é preciso esse rapaz vir aqui explicar, esse ex-policial”, afirmou Correia.

Em 24 de outubro de 2025, o ex-policial Rogério Gilio Gomes registrou documento, com firma reconhecida, que Cohen teria pedido R$ 5 milhões para atacar Lula e o governo durante seu depoimento à CPMI.

Em seu depoimento, em setembro, Cohen criou narrativas de que José Ferreira da Silva, o Frei Chico, atuaria como um “laranja” em esquema de fraudes no INSS no Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos), entidade do qual ele é vice-presidente.

O depoimento motivou a tentativa de convocação de Frei Chico, que não prosperou. Em troca, a base governista pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal de Eli Cohen para detectar o suposto suborno de R$ 5 milhões.

Em dezembro, após pressão e ameaças de bolsonaristas, o ex-policial apresentou um novo documento se retratando da acusação sobre os R$ 5 milhões.

Na abertura da CPMI, no entanto, Correia sinaliza que teria novos elementos que comprovariam o envolvimento de Flávio no caso.

“Quero depois falar, não tenho tempo aqui, mas o filho do Bolsonaro, eu vou mostrar, tá envolvido nisso e vai ter que vir [depor] aqui depois”, disse o petista, que protocolou um requerimento pedindo a convocação de Flávio para depor.

Assista

O requerimento pedindo a convocação do filho “01” de Bolsonaro foi protocolado nesta segunda-feira (2) pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice líder do PT na Câmara, que pede ainda a convocação e quebra de sigilo de Letícia Caetano dos Reis, administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

“Falaram tanto do filho do Lula, do irmão do Lula, mas parece que quem tá mesmo no fogo e na relação com o careca do INSS é o filho do Bolsonaro, que até hoje não conseguiu explicar uma mansão de R$ 6 milhões. Será que teve ajuda do BRB? Será que teve ajuda do careca? Ao que tudo indica, não foi dinheiro limpo”, afirmou o deputado à Fórum.

Segundo o requerimento, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como “Careca do INSS”.

“Ocorre que a Sra. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis. No relatório da Polícia Federal (PF), o Senhor Alexandre é apontado como sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, principal operador do esquema de desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas, na empresa CAMILO & ANTUNES LIMITED (RPDL LTD33), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A empresa, que adquiriu quatro imóveis em 2024, totalizando R$ 1.050.000,00, seria uma offshore constituída por Antonio Carlos a fim de blindar o patrimônio ilegítimo amealhado”, diz o requerimento.

Irmão de Letícia, Alexandre Caetano dos Reis foi alvo de uma das fases da operação Sem Desconto e, segundo a PF, seria o contador das empresas e integrante do núcleo administrativo-financeiro do grupo financeiro que lesou aposentados e pensionistas.

“Em entrevista para veículo a imprensa, a sra. Letícia disse que foi indicada para ser administradora do escritório pelo advogado Willer Tomaz de Souza, que é amigo de Flávio Bolsonaro e bastante influente no meio político. Em seu aniversário de 2021, por exemplo, Willer promoveu festa pomposa, na qual, além de Flávio Bolsonaro, estiveram presentes: Arthur Lira, Paulo Octávio (ex-vice-governador do DF) e José Roberto Arruda (ex-governador do DF)”, afirma o requerimento, destacando link para a “festa ostentação do advogado” em Brasília.

Tomaz de Souza é amigo de longa data de Flávio Bolsonaro e, segundo o requerimento, “advoga em um processo em que Alexandre Caetano dos Reis, investigado no esquema do INSS, estava no polo passivo (Voga Brasil Solucoes Empresariais E Ambientais Ltda X Ricardo Gadelha
Lustosa – Processo nº 003XXXX-07.2015.8.07.0001)”, ou seja, atua como defensor do sócio do Careca do INSS.

“Além disso, na análise dos RIFs enviados pelo COAF, a PF destacou que dr. Willer Tomaz movimentou R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021, contando entradas e saídas (página 900, IPL). Além disso, a PF apontou que o advogado pagou R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, operador financeiro de Antonio Carlos Camilo Antunes”, diz o documento.

“Diante das evidências, suspeita-se de uma conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo de Antonio Carlos Camilo Antunes, visto que seus sócios são irmãos”, emenda.

Quebra de sigilo

Em outros dois requerimentos, que serão discutidos na sessão da próxima quinta-feira (5), que abre os trabalhos da CPMI em 2026, o vice-líder do PT pede a convocação e a quebra de sigilo de Letícia Caetano dos Reis, administradora da empresa Flavio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

“Diante da gravidade dos fatos, torna-se indispensável a quebra dos
sigilos bancário, fiscal e de Relatório de Inteligência Financeira (RIF) da Sra. Letícia Caetano dos Reis, a fim de possibilitar a identificação de movimentações financeiras atípicas, eventuais e recebimento de valores de pessoas e empresas investigadas no âmbito da CPMI do INSS”, diz o pedido.

Correia ainda chama a atenção possíveis crimes que podem ser desnudados com o levantamento das informações.

“A investigação desse fluxo financeiro é fundamental para apuração
sobre possíveis conflitos de interesse, favorecimento indevido, tráfico de influência, recebimento de vantagens econômicas, ou seja, a eventual vinculação entre decisões administrativas, interesses eleitorais e as atividades da Sra. Letícia, pelo que se requer a aprovação deste requerimento”, diz. (Revista Fórum)

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